Governo central registra superávit primário de R$ 4,839 bi em setembro com receitas em alta real de 13,6%
Resultado superou a expectativa de R$ 4,650 bi dos economistas consultados pela Reuters e reverteu o déficit de R$ 14,379 bi de setembro de 2025.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

O governo central fechou setembro com superávit primário de R$ 4,839 bilhões, segundo informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 29 de outubro. O número ficou acima do que o mercado esperava: economistas consultados pela Reuters projetavam superávit de R$ 4,650 bilhões, de acordo com o InfoMoney.
O dado é uma virada expressiva na comparação anual. Em setembro de 2025, o resultado foi negativo, com déficit de R$ 14,379 bilhões, segundo o Money Times. Na prática, a diferença entre um ano e outro soma cerca de R$ 19,2 bilhões, cálculo feito a partir dos dois números informados.
O que mais chamou atenção foi o comportamento das contas. As receitas líquidas chegaram a R$ 204,947 bilhões, com alta real de 13,6% ante setembro de 2025, segundo o Money Times. Esse valor exclui as transferências a governos regionais. Já as despesas totais somaram R$ 200,108 bilhões, com alta real de 2,4%. Ou seja, a arrecadação cresceu bem mais que os gastos no período.
O resultado do governo central abrange as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social, conforme o InfoMoney. O superávit primário mede o saldo entre receitas e despesas sem considerar os juros da dívida pública. Por isso, é o principal termômetro do esforço fiscal, embora não mostre sozinho se a dívida está em trajetória sustentável.
A leitura de um único mês pede cautela. Um bom setembro não garante a manutenção do ritmo nos meses seguintes, e o que realmente importa para quem acompanha as contas públicas é a sequência dos resultados e a capacidade de manter a disciplina do gasto diante de receitas que oscilam.
O que muda para o investidor
Um superávit acima do esperado tende a ser lido pelo mercado como sinal de controle das contas, o que pode aliviar, em tese, a pressão sobre a curva de juros e sobre o câmbio. Esse efeito, porém, depende de confirmação nos próximos meses e de como a leitura de risco fiscal evoluir. Vale acompanhar se a alta de receitas se repete, como as despesas se comportam e o que o governo sinaliza sobre a meta fiscal. Este texto é informativo e não recomenda compra ou venda de ativos.


