Flávio Bolsonaro zera em 78 locais de votação no 2º turno, a maioria na Região Norte
Levantamento mostra que o senador do PL não teve nenhum voto em 78 locais, onde Lula concentrou os votos válidos. O dado é pontual, mas ajuda a ler o mapa do segundo turno.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O senador Flávio Bolsonaro (PL) não recebeu nenhum voto em 78 locais de votação no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo, 25. Nessas urnas, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou os votos válidos, segundo levantamento divulgado pela Revista Oeste.
O mapa desses locais é bastante desigual. De acordo com a publicação, 56% deles ficam na Região Norte, a maior fatia. O Nordeste vem em seguida, com cerca de 32%. Centro-Oeste (5%), Sudeste (4%) e Sul (3%) completam a distribuição.
Um dos exemplos citados é a Terra Indígena Vale do Javari. Em cinco locais de votação da área, Lula somou mais de mil votos, e Flávio não teve nenhum. Ainda segundo a Revista Oeste, os votos brancos e nulos nessas seções totalizaram 26.
É importante dimensionar o que o dado diz e o que não diz. São 78 locais, um recorte pequeno diante do total de seções do país, e a reportagem de origem não informa quantos eleitores votaram nessas urnas fora do exemplo do Vale do Javari. O levantamento descreve onde um candidato não pontuou. Não explica as razões, e este jornal não as atribui.
O que o recorte revela é a geografia do voto. A concentração de locais zerados no Norte e no Nordeste reforça o peso regional na leitura política do segundo turno, algo que costuma pautar a articulação no Congresso e a negociação de agendas econômicas.
O que muda para o investidor
Para quem opera, o dado isolado de 78 locais não altera por si só o cenário de juros, câmbio ou bolsa. Ele serve como mais uma peça para entender a distribuição regional do voto, e não como indicador de mercado.
O que costuma importar para o preço dos ativos vem depois: a composição de forças no Congresso, o compromisso com a regra fiscal e a trajetória da dívida pública. Esses pontos definem o prêmio de risco exigido nos títulos do Tesouro e o humor em relação ao dólar e à Bolsa. Vale acompanhar o noticiário sobre a equipe econômica e as primeiras sinalizações de política fiscal, sem tirar conclusões a partir de um único levantamento.


